O GOLPE DE AGOSTO DE
91
Em 19 de agosto de 1991, uma notícia causou comoção mundial: a agência
soviética Tass divulgou que Mikhail Gorbatchev havia deixado a presidência da União
Soviética por "problemas de saúde" e um certo Comitê Estatal de Emergência
assumira o poder. O sentido era inequívoco: Gorbatchev fora vítima de um golpe de
Estado. A "linha dura" do Partido Comunista pretendia reinstalar um regime
totalitário.
Mas a população reagiu.
Milhares de pessoas saíram às ruas e passaram a enfrentar os soldados e os tanques que
se dirigiam ao edifício do Parlamento da República da Rússia. Barricadas impediam o
avanço dos tanques. A tripulação dos tanques era retirada à força de dentro dos
veículos. Bóris Yeltsin passou a comandar a resistência, que ganhou inclusive a adesão
de muitos militares. |
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O noticiário dava conta de que o golpe fora liderado por Guennady
Yanayev, vice-presidente da União Soviética; Boris Pugo, ministro do Interior; Dmitri
Yazov, ministro da Defesa, e Wladimir Kryuchov, chefe da KGB (a polícia secreta
soviética).
Gorbatchev permaneceu 60 horas preso na Criméia, numa casa de praia onde
tinha ido descansar. Aos poucos, os golpistas foram perdendo força diante da resistência
de quase toda a nação. Graças à glasnost e à perestroika, a União
Soviética mantinha agora contatos abertos com o exterior, que pôde acompanhar o
desenrolar dos acontecimentos. Vários chefes de Estado do Ocidente exigiram enfaticamente
a recondução de Gorbatchev ao poder.
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Após três dias de
resistência, Yeltsin e os militares legalistas tinham recuperado totalmente o controle da
situação e os golpistas foram presos. Gorbatchev desembarcou livre em Moscou. De volta
ao cargo, o líder soviético reafirmou seu compromisso com o socialismo democrático e
sua intenção de somar forças com Yeltsin, agora extremamente fortalecido por comandar a
resistência aos golpistas. |
Afastada a ameaça anti-democrática, faltava à União Soviética superar
seus grandes problemas econômicos e resolver a questão dos nacionalismos dentro do
país, já que os movimentos separatistas, principalmente nas repúblicas bálticas, não
tinham acessado.
INÍCIO
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Atualização: quinta-feira, 04 de maio de 2006 às 18:24
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