1851 - Teodoro van Gogh casa-se
em maio com Ana Cordelia Carbentus (pai e mãe de Vincent)
1852 - Em 30 de março nasce o irmão mais velho de Vincent. Morre aos
seis meses.
1853 - Nasce Vincent em 30 de março, no mesmo dia do irmão falecido,
recebendo o mesmo nome .
1857 - Nasce Theodore van Gogh em 1º de maio.
1862 - primeiros desenhos que se conhecem de Vincent van Gogh.
1865 - Vincente entra na instituição de M. Provily em Zavenbergen.
1869 - Vincent entra como empregado na filial da casa Goupil em Haia.
1872 - Primeira carta de van Gogh a seu irmão Theo.
1873 - Theo, em 1º de janeiro, entra como empregado na filial de
Bruxelas da casa Goupil. Vincent recebe uma antecipação em maio e vai para Londres. Em
setembro, muda de pensão e vai viver na casa de Loyer.
1874 - Vincent é recusado por Úrsula Loyer em julho. Volta desperado
para a Holanda. Em meados de julho volta a Londres com sua irmã Ana. Por intermédio de
seu tio Cent, é enviado a Paris em outubro para que se distraia. Volta repentinamente a
Londres, onde em vão tenta ver Úrsula.
1875 - Vincent é um péssimo empregado em Londres. Em maio é
transferido para Paris. Vive em Montmartre e se entrega ao misticismo. Seu trabalho o
angustia cada dia mais. Seus patrões se queixam amargamente dele. Em dezembro, sem avisar
ninguém, vai para a Holanda. Os impressionistas neste período passam por imensa
miséria.
1876 - Vincent retorna a Paris e seus patrões o despedem . Em abril
abandona Paris e vai para Etten. Emprega-se como professor na escola anglicana do senho
Stokes, em Ramsgate, onde chega no dia 16.Encarregado de recolher os pagamentos dos
alunos, Vincent percorre o East End, cuja miséria o comove ( ver a obra NO UMBRAL DA ETERNIDADE ). Consolaos pobres. O senhor Stokes
despede Vincent em julho, que vai trabalhar para o senhor Jones como ajudante de
pregador.Vincent volta para a Holanda no natal .
1877 - Em janeiro, Vincent entra como empregado numa livraria de
Dordrecht. Logo deixa este emprego e em 9 de maio chega a Amsterdam para estudar para
pastor. Os impressionistas expõe pela terceira vez. (ver a obra O BARCO ESTÚDIO de Claude Monet )
1878 - Em julho, Vincent abandona seus estudos e vai para Amsterdam.
Após uma rápida estadia em Etten, no outono entra numa escola evangelista de Bruxelas.
Mas após 3 meses não é nomeado. Parte voluntariamente para Borinage . No fim do ano, O
Comitê de evangelização, surpreendido por seu ânimo e sacrifício, retrata-se de sua
decisão e lhe dá um cargo por 6 meses em Wasmes.
1879 - Vincent consome-se sem cuidar de sua saúde. Sua dedicação chama
a atenção do Comitê, mas não renovam sua missão. Vincent chega a Bruxelas. Volta a
Borinage. Durante o terrível inverno de 1879-1880 leva uma vida de vagabundo e repete-se
a mesma pergunta: "Há algo fora de minha existência? Então o
que é?"Perde a fé. Desenha. Quarta exposição dos impressionistas. É
acolhida mais favoravelmente que as anteriores. Mas a maioria vive em grande miséria.
Morre Daumier.
1880 - Após uma viagem decepcionante para a Holanda, na casa de seus
familiares, recebe 50 francos de Theo. Volta a Borinage e se reconcilia com Theo, a quem
não escrevia há 9 meses. Põe-se a desenhar com grande intensidade.
1881 - Vincent permanece em Bruxelas até princípios de abril. Chega a
Etten no dia 12 deste mes. Trabalha. Durante o verão recebe visita de Theo e de Van
Rappard e vai para casa de seu primo, o pintor Anton Mauve, que lhe dá conselhos. Volta a
se enamorar e corteja apaixonadamente uma de suas primas, Kee, durante as férias em
Etten. Esta o desencoraja; Vincent insiste e ela se vê obrigada a voltar para Amsterdam.
Vincent a aflige com cartas e finalmente vai para Amsterdam. Mas Kee se nega a vê-lo.
Desesperado, Vincent volta a Etten. Discute constantemente com seu pai e deixa a casa de
Mauve em Haia.
1882 - As relaçõer com Mauve logo se tornam tensas. Vincent precipita o
rompimento ao acolher uma mulher pobre, doente e grávida. Graças a essa mulher, Sien,
Vincent recupera seu equilíbrio e, após uma visita a Theo, põe-se a pintar. Mas a
degradação de Sien é irremediável. Vincente priva-se de tudo. O desenho "Tristeza"é dessa época.
1883 - Doente e esgotado, Vincent aguenta alguns meses. Chega a tal
extremo de debilitamento que chama seu irmão, quedesta vez consegue afastar Sien de seu
lado. Vincent, dilacerado, mas aliviado, volta a pintar. Deixa Haia em setembro e chega em
Drenthe. As paisagens desta região selvagem o acalmam a princípiio, mas os dias
atormentados voltam. Mil terrores assaltam Vincent, que foge para Nuenen, onde seus pais
estavam morando. Gauguin deixa seu trabalho como bancário,
para voltar-se para a pintura.
1884 - Quando sua mãe fratura uma perna, Vincent retorna por um tempo a
seu lar. Mas seu desacordo com o mundo de sua família não tem solução. Vincent
converte-se em um estranho de sua família. Aluga dois quartos com o sacristão da Igreja
católica e ali instala seu estúdio. uma última, e como as anteriores, desafortunada
aventura sentimental o faz perder totalmente a esperança de levar uma vida normal (
outono ). A pintura será a única finalidade de sua existência.
1885 - 26 de março. O pastor van Gogh morre de repente. Sela-se a
ruptura de Vincent com sua família. Vincent agora trabalha em seu grande quadro do
período holandês, "Comedores de Batatas".
Vincent a cada dia mais toma consciência dos recursos da cor. A Holanda, cujo clima
estético e moral é de agora em diante um obstáculo a seu florescimento, já não tem
mais nada a lhe ensinar. Em 23 de Novembro começa sua grande viagem para o Sul. Para
Vincent, a Antuérpia representa uma liberação. Ali descobre Rubens, a cor, os tecidos
japoneses, a luz e o movimento. Suas cores se definem .
1886 - 18 de janeiro. Vincent se inscreve na academia de belas-artes de
Antuérpia, onde sua curta e tormentosa estada pelo menos lhe permite comprovar que está
no caminho certo no que se refere ao desenho e à pintura. No princípio de março de
repente chega a Paris. Bolta para a escola, segue o curso do estúdio de Cormon, mas logo
deixa de assistí-lo. Descobre a pintura"luminosa" dos impressionistas, estuda a
obra de Delacroix, de Monticelli, os artistas japoneses e conhece Toulouse-Lautrec, Emile
Bernard, Gauguin, Seurat, Signac, Guillaumin, Pissarro, Cézanne, tio Tanguy,etc. Sua
palheta se torma mais luminosa. Oitava e última exposição dos impressionistas.
1887 - Vincent continua suas experiências, com todos os procedimentos e
técnicas que os pintores de Paris lhe sugerem. Pinta nas margens do Sena, frequentadas
pelos impressionistas. Apesar das numerosas e variadas influências, continua sendo ele
mesmo, e assimila as lições à sua própria personalidade. Já se cansa de Paris. Uma
aventura que termina de maneira lamentável, a decepção que lhe causam as rivalidades
entre os pintores, a indiferença com que é recebido, a agitação da grande cidade.
Está mais ou menos doente, mas sobretudo compreende que Paris não é sua meta. Seu
cansaço e nervosismo aumentam ainda mais durante o inverno.
1888 - Vincent chega a Arles em fevereiro. Fica encantado com o país.
Acredita realmente estar no Japão. Os jardins florescidos o embriagam de felicidade. Pinta sem parar. Sua exaltação cresce à medida que o sol
nasce, ao qual rende um verdadeiro culto com sua pintura. Mas o espantoso desgaste nervoso
com que Vincent paga por esta orgia criadora coloca em perigo sua sáude, além do fato de
que não podia alimentar-se pior. Vincent quer que seu amigo Gauguin se instale perto dele
e que se fundem os estúdios do sul, com que sonhava desde que saiu de Paris. Porém, os
dois artistas não eram feitos para se entenderem. Tudo os separa; seus temperamentos e
tendências estéticas. Logo se torna evidente que a vida em comum entre eles é
impossível. Isto representa um novo e grave golpe para Vincent. Em 25 de dezembro o drama
inesperadamente explode. Vincent se lança sobre Gauguin com uma navalha e sai correndo
quando Gauguin se volta contra ele. Al voltar para casa, corta a orelha. Vincent é
internado. Neste mesmo ano, Theo expõe no Salão dos Independentes três quadros e alguns
desenhos de Vincent.
1889 - As crises continuam. Vincent procura lutar. Logo compreende que o
melhor para ele é continuar internado. Em maio, abandona Arles para ir a
Saint-Paul-de-Mausole, clínica particular perto de
Saint-Rémy dirigida pelo doutor Peyron. A princípio se acostuma a esta nova vida.
Mas, contrariamente a suas esperanças, a loucura não o abandona. Uma nova crise o
invade: não continua em Saint-Rémy e volta para o norte. Apesar da enfermidade, não
deixa de trabalhar. Sua arte cada vez mais se torna expressionista. No natal, tem dois
ataques. Dois quadros de Vincent são expostos no Salão dos Independentes por Theo.
1890 - Boas notícias; o nascimento do filho de Theo, a vende de um
quadro "A videira vermelha", o único que Vincent
vendeu em vida. Nada disso pode fazer com que Vincent esqueça seu drama. Uma longa crise
o lança num atroz desespero. Tenta matar-se. Não podendo suportar a vida , implora ao
seu irmão que o leve para o norte. Chega a Paris em 17 de maio, mas segue para
Auvers-sur-Oise em 21 de maio. Em Auvers, o doutor o atende. Começa bem sua permanência
nesta pequena cidade. Vincent pinta todos os dias. Mas depois de visitar seu irmão e a
cunhada, retorna desesperado para Auvers. A vida, como ele diz, lhe escapa. Não pode
mais. Em 27 de julho Vincent dá um tiro no peito. Morre no dia 29 a uma e meia da manhã.
Dez quadros de Vincent são expostos neste ano no Salão dos Independentes. Depois de sua
morte, Theo trata de fazer uma grande exposição de suas obras. Em 18 de setembro escreve
a Emile Bernard: "A quantidade de quadros é imponente. Não consigo organizar um
conjunto que possa dar uma idéia de sua obra". Durand-Ruel, tomado por maus
pressentimentos, se recusa a apresentar esta exposição em sua galeria. Theo, atacado de
paralisia, é levado para a Holanda. Gauguin escreve para Emile Bernard: "O ataque de
loucura de van Gogh( Theo ) é uma desgraça para mim e se Charlopin não me dá algo para
ir para o Taiti estou perdido". Gauguin aconselha formalmente Emile Bernard a não
organizar a exposição de
Van Gogh: "Que fatalidade! Você sabe quanto amo a arte de Vincent. Mas, dada a
estupidez do público, é inoportuno recordar Vincent e sua loucura no momento em que seu
irmão se encontra na mesma situação. Muitas pessoas dizem que nossa pintura é uma
loucura. Seria um prejuízo para nós, sem fazer bem a Vincent,etc. Enfim, faça-o, mas é
IDIOTA". Em 21 de janeiro Theo van Gogh morre na Holanda. ( Em seu testamento a obra
de Vincent é avaliada modestamente em dois mil florins; muitas pessoas aconselham a
viúva de Theo a destruí-la.) Retrospectiva de van Gogh no Salão dos Independentes.
1892 - Sob os cuidados da senhora J. van Gogh- Bonger, viúva de Theo,
organiza-se uma exposição de 100 quadros e desenhos de van Gogh no Panorama de
Amsterdam.
1893 - Começam a aparecer excertos das cartas de van Gogh a Emile
Bernard e a seu irmão Theo. Emile Bernard organiza uma exposição de 16 quadros de van
Gogh em "Le Marc de Boutteville", na rua Le Peletier, de Paris.
1905 - Sob os cuidados da senhora van Gogh - Bonger, abre-se uma
exposição de473 obras de van Gogh ( 234 são quadros ) no Museu Stedelijk, de Amsterdam.
Exposição de van Gogh na galeria Arnold, em Dresde.
1909 - Segunda exposição de van Gogh na galeria Druet na rua Royale.
Exposição de van Gogh na galeria Brack, de Munique.
1914 - A senhora Van Gogh - Bonger publica em Amsterdam as cartas de
Vincent a Theo. Outras exposições.
1946 - Uma exposição itinerante de 172 quadros de van Gogh percorre a
Europa, suscitando em todas as partes um enorme entusiasmo. 165 mil a visitam em
Estocolmo; 300 mil em Amsterdam; 500 mil na Bélgica.
1953 - O centenário do nascimento de van Gogh é celebrado com grande
regozijo nos Países Baixos. Um congresso de alguns milhares de especialistas de todo
o mundo sobre Van Gogh se reúne em Haia de 27 a 28 de março. Uma exposição
comemorativa de 280 obras em Haia, no Museu Nacional de Kröller-Müller,
em Amsterdam.
1958 - Em outubro, em Londres, "Jardim Público de Arles ", de
van Gogh, é vendido na Galeria Goldschmidt por 132 mil libras esterlinas.
Bibliografia: Rebeldes
Malditos; Van Gogh , Cartas a Theo, LPM editores
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