|
A MISSÃO ARTÍSTICA
FRANCESA
A
Missão marcou o início do ensino oficial
e sistemático como base numa estrutura acadêmica
neoclássica que vigorou até o início do século
XX. Segundo Luiz Roberto Lopez, ela “sacramentou uma ideologia
que duraria até a Semana de Arte Moderna de 1922. Uma ideologia à base
de um duplo rompimento – com o passado luso-colonial e com os aspectos
próprios da terra e da sociedade que aqui se formara”.
A partir de negociações realizadas com
Joachim Lebreton, ex-secretário do Institut de France, organizou-se uma
equipe de artistas e artífices franceses com o objetivo de instalar o
ensino das artes e ofícios no Brasil. A Missão chegou ao Brasil em
1816. No início, os artistas da Missão foram hostilizados pelo meio artístico luso-brasileiro
gerando grande polêmica, que fez retardar por dez anos a consolidação
da Academia Imperial de Belas-Artes, no Rio de Janeiro.
Fundadores/Integrantes: Chefe da Missão:
Joachim Lebreton. Artistas: Auguste-Marie Taunay, Charles-Henri
Lavasseur, Charles Simon Pradier,
Jean-Baptiste Debret, François Bonrepos,
Grandjean de Montigny, Louis Symphorien
Meunié, Marc Ferrez,
Nicolas-Antoine
Taunay, Segismund
Neukom e Zephiryn Ferrez e artífices, como Fabre e Pelité.
No campo da arquitetura, a Missão
desenvolveu o estilo neoclássico, abandonando os princípios barrocos.
O principal arquiteto responsável por essa alteração na arte de
construir foi Grandjean de Montigny (1772-1850), autor do projeto do prédio
da Academia Imperial de Belas Artes, erguido em 1826.
Além dos artistas da Missão Francesa,
vieram para o Brasil, no século XIX, outros pintores europeus motivados
pela paisagem luminosa dos trópicos e pela existência de uma burguesia
rica e desejosa de ser retratada.
Outros artistas
europeus.
retorna
|